Resenha Mulher de preto 2

   A Mulher de Preto 2" nos transporta para um período de profunda vulnerabilidade, a Segunda Guerra Mundial, onde o terror real dos bombardeios de Londres se choca com o horror sobrenatural na isolada Mansão do Pântano (Eel Marsh House).

   ​Apesar de o filme não buscar os sustos mais intensos do cinema de horror tradicional, ele é incrivelmente bem-sucedido na criação de uma atmosfera tensa e melancólica. A narrativa prende muito fácil, fluindo de uma maneira envolvente que faz o espectador querer desvendar os mistérios da casa e da entidade.

   ​O ponto forte da obra, e o que a torna bem legal, é a forma como ela utiliza o trauma da guerra como pano de fundo para a assombração. O sofrimento das crianças evacuadas, especialmente o silêncio do pequeno Edward, funciona como um catalisador para a manifestação da Mulher de Preto. É uma história que explora a dor da perda e o luto, adicionando uma camada dramática profunda ao suspense gótico.

   ​Em linha com a sua percepção, não achei assustador no sentido de jump scares, mas sim perturbador no campo psicológico. É um suspense que foca mais no drama e no mistério, onde a ambientação sombria e a arquitetura da casa são quase personagens por si só.

   ​Para quem aprecia um bom filme gótico, com foco em personagens e em uma atmosfera densa, "A Mulher de Preto 2" é uma experiência muito válida. Recomendo a jornada!

Sinopse: após a destruidora queda de uma bomba em Londres, durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de crianças é evacuado para o interior da Inglaterra, para ficar em segurança. Elas vão para a Mansão do Pântano – a Eel Marsh House, sob os cuidados da severa governanta Jean (Helen McCrory, de Harry Potter e as Relíquias da Morte, A Invenção de Hugo Cabret) e da jovem e delicada professora do grupo, Eve (Phoebe Fox). O último a chegar ao embarque no trem de Londres é o pequeno Edward (Oaklee Pendergast, de O Impossível), que não fala uma palavra deste que perdeu a mãe no bombardeio

Comentarios

Entradas populares de este blog

Resenha do filme O Mínimo Para Viver - Netflix

Resenha do Livro Uma Outra História Texto Contemporâneos

O Horizonte de 2026 e o Valor da Nossa Jornada: Uma Carta de Gratidão