Close: um filme sensível, necessário e inesquecível

   


   🌸 Olá,  flores do dia! Tudo bem com vocês? Espero que sim! 💖

   Venho trazer um pouco sobre o que eu achei sobre o filme o Close. Você já assistiu? Ou deixou na lista de espera? Conte-me o que achou do filme, do drama e se você chorou e se envolveu com a história.

   Close é um filme intenso e delicado, que fala sobre temas muito atuais  e infelizmente, ainda comuns de uma forma tocante e humana. A narrativa, o roteiro, a proximidade da câmera com os protagonistas e a entrega incrível dos atores tornam essa produção diferente de tudo o que estamos acostumados a ver. É um filme que vale a pena para pais, jovens, professores e todos que desejam viver em uma sociedade mais compreensiva e menos cruel.

   A história:

   O filme começa de forma simples, quase cotidiana: dois amigos, Léo (Eden Dambrine) e Rémi (Gustav De Waele), brincam de se esconder, correndo pelos campos floridos antes de ir para a escola. É uma amizade pura, cheia de alegria e inocência — mas que logo será desafiada pelo mundo ao redor.

   O que o filme fala/mostra:

   Close não fala apenas de bullying, mas de diversas questões importantes. A amizade de Léo e Rémi é apresentada de forma linda, com a câmera sempre próxima, fazendo o espectador sentir a intimidade e a força dessa relação. Mas, quando eles chegam à escola, a curiosidade e o preconceito dos colegas começam a afetar essa amizade. Em uma sociedade que encara a proximidade entre dois meninos como algo suspeito ou sexualizado, a inocência deles é ameaçada.

   A pressão social é cruel, especialmente para crianças e adolescentes. A escola, que deveria ser um lugar de aprendizado e amizade, se transforma em um ambiente hostil. Léo se vê obrigado a se afastar do amigo para evitar comentários e julgamentos, enquanto tenta se encaixar nas expectativas de “garotos de verdade”, participando de esportes e se distanciando de Rémi. Essa separação dói, e o filme mostra com clareza o impacto da pressão social e da ignorância sobre jovens inocentes.

    O que reflete o peso da perda e da culpa:

   Close também trata de um tema doloroso e delicado: o suicídio. A ausência de Rémi transforma a vida de todos ao seu redor. Léo, que amava o amigo, enfrenta culpa e tristeza; os pais de Rémi, Sophie (Émilie Dequenne) e Peter (Kevin Janssens), lidam com a dor de perder alguém amado. O filme mostra como o luto é complexo e como a falta de diálogo, tanto em casa quanto na escola, pode agravar situações de sofrimento.

   Mesmo quando a escola tenta promover diálogos e reflexões sobre o que aconteceu, essas ações parecem insuficientes. A produção levanta perguntas importantes: até que ponto a falta de atenção, de conversa e de compreensão contribui para tragédias entre jovens? Até que ponto pais, professores e sociedade têm responsabilidade em criar ambientes seguros e acolhedores?

   Direção, atuação e o impacto: 

   Lukas Dhont dirige com sensibilidade, aproximando o espectador da vida de Léo e Rémi. Cada gesto, cada olhar dos atores reforça a força da narrativa. A fotografia, a direção de atores e a construção da história tornam Close um filme potente, triste, mas belo — um filme que fica na memória e que deve servir de reflexão sobre bullying, preconceito e suicídio juvenil.

   Mais do que uma história sobre amizade ou perda, Close nos faz pensar sobre como podemos tornar o mundo menos cruel e mais humano. É impossível assistir e sair indiferente. A dor da ausência e da perda é sentida profundamente, mas o filme também nos lembra da importância de acolher, escutar e cuidar daqueles que nos rodeiam.

   Plataformas onde Encontrar para assistir: 

✒️ Na plataforma Netflix Brasil

✒️ Para aluguel ou compra na Apple TV Brasil



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